Final de Ano: como fica nosso coração? Por Rosângela Augusta

A euforia gerada em final de ano pela proximidade da festa de Natal, as confraternizações familiares e outros grupos sociais se aliam à vinda de um novo ano e perspectiva de novos projetos e realizações.
É possível que as pessoas sejam tomadas pelo inconsciente coletivo formado pela profusão de sentimentos, pensamentos, ações, troca de presentes bem como pelos sentimentos de amor, gratidão, perdão, esperança, compaixão, filantropia e alegria expressos em final de ano.

Afinal, o Natal traz em sua essência o renascimento da expressão do amor, no olhar para si e para o outro, representado nas palavras de Jesus como: “amar ao próximo como a si mesmo”, ou seja, ter amor no coração, se amar e em seguida amar ao próximo. Se temos amor próprio e amamos o outro, nosso coração fica pleno de paz e gratidão.

Sobre o amor, Bert Hellinger estabeleceu três leis naturais oriundas do que denomina Ordem do Amor. Da mesma forma que amor e dor fazem parte da história de Jesus – protagonista do Natal, também o nosso coração guarda sentimentos compassivos e a dor das diversas perdas e adversidades que nos acometem no decorrer da nossa vida, dos nossos ancestrais, de nosso lugar geográfico, e da humanidade.

Na Ordem do Amor, a primeira lei se refere à “Pertinência”, sentimento saudável de pertencer a um sistema familiar, social ou a um lugar (cidade,país), sua contrapartida é o sentimento de exclusão, nocivo ao bem estar emocional.
A segunda lei se refere ao equilíbrio entre o “Dar e Receber” amor ou coisas materiais nas relações interpessoais; este equilíbrio tem como intuito evitar o sentimento de injustiça, rancor, vingança e desequilíbrio sistêmico por achar que recebeu menos do que deu ou porque deu muito e não obteve retorno. Novamente nos referimos as escrituras sagradas quando dizem:“…quando deres uma esmola ou ajuda, não deixes tua mão esquerda saber o que faz a direita.” Ou seja, devemos dar sem esperar algo em troca.

Já a terceira lei aponta uma “Hierarquia” necessária aos relacionamentos, nesta se honra aquele que teve precedência – os mais antigos vêm primeiro e os mais novos vêm depois – e esta condição favorece o respeito nas relações (honrar, agradecer e ter gratidão).

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