Efeitos da meditação em bons pensamentos são estudados

As pessoas que falaram sobre os pensamentos influenciarem a saúde de uma pessoa já foram ridicularizadas. Mas a descoberta do efeito placebo ajudou a mudar isso. Agora é comumente aceito que existe algum tipo de conexão e impacto.

Quando Guglielmo Marconi desenvolveu a comunicação a longa distância por rádio, na virada do século 20, teve que fazer grandes esforços para provar que funcionava. Quando ele disse que podia transmitir sua voz pelo ar a muitas milhas de distância, as pessoas pensaram que estava mentindo. Quando demonstrou, até o acusaram de estar fazendo um truque ou escondendo os fios. Estes são dois exemplos de avanços na ciência — inicialmente vistos como misticismo — que Jason Yotopoulos trouxe à tona enquanto estruturava o planejamento para um estudo que seu Instituto Merraki atualmente está ajudando a apoiar.

O estudo combina o poder da mente de influenciar a saúde e a comunicação a distância: meditadores avançados direcionam, a distância, intenções positivas às pessoas, e o efeito nestas pessoas está sendo estudado.

O professor emérito de Stanford William Tiller gastou décadas pesquisando a intenção. Ele está trabalhando com a psicoterapeuta dra. Gabriele Hilberg e com o dr. Paul Mills, um professor de medicina comportamental na Escola de Medicina de São Diego, Universidade da Califórnia, para conduzir o estudo atual.

O estudo também é apoiado pelo Body Mind Me, uma nova empresa digital de bem-estar co-fundada pelo autor renomado, médico e defensor da medicina alternativa Deepak Chopra. Yotopoulos, um ex-capitalista aventureiro, fundou o Instituto Merraki depois de perceber a importância dos estudos sobre a consciência e decidiu ajudar pesquisadores nesse campo.

Ao longo do curso de 18 meses, meditadores irão focar intenções positivas nos participantes do estudo espalhados ao redor do mundo. Um grupo de controle, composto por metade dos participantes, não será alvo de nenhuma intenção pelos primeiros seis meses. Isso garante que não é o efeito placebo em ação. Com base em experimentos anteriores sobre a intenção, os efeitos esperados incluem melhorias no bem estar geral dos participantes.

Ao convidar participantes, Chopra escreveu: “Nenhum esforço é requerido de sua parte. Enquanto o mecanismo do efeito dessa energia sutil ainda não é inteiramente entendido, aparenta fundamentalmente ser um processo energético ressonante e não localizado, que pode catalisar mudanças em múltiplos níveis do seu ser”.

Energias sutis são definidas por Tiller como “todas essas [energias] além daquelas ativas por meio das quatro forças fundamentais da física ortodoxa atual”. Hilberg explicou que tradições orientais há muito falaram sobre qi ou prana, e isso também pode ser considerado ‘energia sutil’.

Mas os físicos tillerianos trouxeram esses conceitos para os tempos modernos e os puseram em termos modernos.

Os físicos tillerianos

Os experimentos de Tiller demostraram que a intenção humana pode fazer com que a larva da mosca de fruta cresça trinta por cento mais rápido; que pode mudar em um ponto o nível de pH da água.

Yotopoulos ressaltou a importância do experimento: “se mudarmos o pH do sangue em nossos corpos em um ponto, nós morremos”.

Tiller teorizou que um moiety, ou um novo tipo de partícula que ele chama um deltron, pode existir no espaço entre moléculas e átomos. Não podemos ver os deltrons com nossos aparelhos de medição convencionais, mas Tiller diz que eles são ativados pela intenção humana e então têm um impacto em coisas que podemos medir (como os níveis de pH).

Como uma oração

Vários estudos no decorrer das últimas décadas também descobriram que orar pela saúde de alguém pode ajudar na melhora da saúde daquela pessoa. Por exemplo, Leanne Roberts, na Universidade da Faculdade Hertford de Oxford, conduziu uma meta-análise, publicada em 2007, intitulada ‘Intercessory Prayer for the Alleviation of Ill Health’ (‘Oração Intercessora para o Alívio da Má Saúde’).

Roberts encontrou resultados significativos: as chances de que a melhora foi devido à oração e não ao acaso eram maiores do que 100.000 para 1. Ela concluiu que: “a evidência apresentada até agora é interessante o suficiente para apoiar estudos futuros”.

Vários estudos ao longo das últimas décadas também descobriram que orar pela saúde de alguém pode ajudar na melhora da saúde da pessoa

Hilberg descreveu a intenção emitida no estudo atual como uma “oração não sectária, tecnologicamente ampliada”. O ‘tecnologicamente’ se dá devido ao uso de um assim chamado ‘aparelho de intenção do receptor’. Essa é uma máquina que Tiller diz poder ser impressa com a intenção humana, e então pode transmitir aquela intenção 24 horas por dia, sete dias por semana.

Aparelho de intenção do receptor, experimentos prévios

É um aparelho eletromecânico à base de cristal. Em um ‘Relatório Branco’ no site de Tiller, ele explica que: “é importante notar que o circuito elétrico específico… não é conectado adequadamente para operar de forma eficiente no nosso espaço-tempo, [na nossa] realidade física normal. Entretanto, funciona muito bem para os propósitos da energia sutil em domínios de natureza além do espaço-tempo”.

Tiller usou aparelhos similares para propósitos mais convencionais em seu estudo dos lasers. Ele decidiu correr o risco e tentar usar esse aparelho para armazenar a intenção em seus experimentos de mudança do nível do pH.

Ele descobriu que o aparelho, quando imbuído de intenção, tinha o mesmo efeito de uma pessoa direcionando intenção. Outros aparelhos que tentou não mostraram os mesmos resultados. Ele ainda não sabe exatamente como funciona, mas afirma que seus resultados mostraram que possui um efeito.

Radin conduziu um experimento em dupla ocultação, randomizado e com controle de placebo para investigar “se o chocolate exposto à ‘boa intenção’ melhoraria o humor”

Outros usaram o aparelho para conduzir experimentos sobre a intenção. Entre eles, está o dr. Dean Radin, cientista-chefe no Institute of Noetic Sciences.

Radin conduziu um experimento em dupla ocultação, randomizado e com controle de placebo para investigar “se o chocolate exposto a ‘boas intenções’ melhoraria o humor mais do que o chocolate não exposto”.

Seus achados foram publicados em 2007 em um estudo intitulado ‘Effects of Intentionally Enhanced Chocolate on Mood’ (‘Efeitos no Humor do Chocolate Intencionalmente Melhorado’), no jornal Elsevier. Ele descobriu que o chocolate supostamente saturado com intenção por meio do aparelho conduzia a uma significante melhora do humor dos participantes quando comparado ao chocolate que não havia sido marcado com intenção.

Cynthia Reed e Norm Shealy, M.D. e Ph.D., testaram o aparelho em pessoas com ansiedade e depressão, publicando seus achados no jornal Subtle Energies and Energy Medicine (Energias Sutis e Medicina de Energia). Encontraram uma redução significativa em ambas as condições.

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